Na Minha Cama com Medo… #2

A Noite das Bruxas pode já ter passado, mas continuamos a celebrar o espírito, o terror e os suores frios. E porque todas as alturas são boas para jogarmos jogos de terror.
O que fizeram? Jogaram, viram filmes? Distribuíram doçuras ou fizeram travessuras? Venham daí, contem-nos tudo nesta última parte do Na Minha Cama com Medo…


Para continuar a testar a emulação na Deck, avancei para o Silent Hill: Shattered Memories na Wii e apesar do desempenho surpreendente (muito bom!), lembrei-me do porquê de nunca ter sido fã de jogar na consola, muito por causa dos controlos de movimento. Abanar e sacudir os braços eram o oposto do jogar para relaxar e só anos mais tarde é que voltei à consola e só com o comando clássico. Títulos como o Skyward Sword foram evitados como a praga até ao lançamento na Switch, por exemplo.

Dito isto, não demorei a cansar-me da jogabilidade de Shattered Memories e de fazer babysitting aos movimentos da personagem. Sim, apesar de não sacudir os braços ou de saltar na sala por ter os controlos configurados nos trackpad, a ideia e a obrigação estavam lá. Passei rapidamente para a versão da PS2 – inferior graficamente, mas superior em controlos e conforto!

E o jogo? Estou em conflito: gostei das sessões de terapia e como estas influenciavam o rumo da história ou a aparência das personagens e gostei da minha conclusão, mas este jogo não tinha de ser uma reinterpretação do primeiro Silent Hill nem de estar associado à série. Podia safar-se muito bem como uma propriedade original, mas o estar colado ao primeiro jogo fez-me achá-lo preguiçoso e com uma estética e modernismo que iam contra o icónico título que arrancou uma série de terror fantástica.
Senti que a nova abordagem à jogabilidade também foi um retrocesso no género, com zero combate, tensão inexistente e umas cenas de perseguição horríveis. O único ponto positivo é que sabia que marcavam o final do capítulo. Por outro lado, consegui apreciar a implementação do telemóvel para recuperar as memórias de outros habitantes da cidade de Silent Hill. Neste jogo, não estávamos apenas confinados às personagens caricatas e penitentes de cada jogo, mas a todos os habitantes que, de alguma forma, deixaram vestígios de si pela cidade.

Será um jogo a manter na colecção. O facto de me ter deixado Sim, senhor, gostei nos momentos e na revelação final, salvaram-no. O resto bem que precisava de uma remasterização para se aproximarem das sequelas oficiais ou de outros jogos de terror originais.

Para terminar: Alone in the Dark: Inferno! Com toda a honestidade, nem sei do que estava à espera. Já tinha tentado jogar e desistido do original na 360, mas quis dar uma chance a esta versão melhorada e se isto é o melhorado, mas valia estarem quietos.
A versão da PS3 corria muito bem na Deck, a 30 FPS e com uma resolução que não devia nada a ninguém no pequeno ecrã da portátil. Só que o jogo insistia em arreliar-me que desisti exactamente no mesmo sítio que na primeira vez…

Servindo de reboot à série Alone in the Dark, esta entrada quis modernizar a série com excelentes ideias e mecânicas que chocavam e caíam ao menor sopro – como um inventário limitado ao casaco/bolsos da personagem; piscar os olhos para limpar a vista; usar elementos do cenário para abrir caminho ou para atacar as aventesmas lovecraftianas, entre outras ideias tais. Este jogo é o mais próximo de um filme entre a trilogia de Die Hard e Call of Cthulhu – ou um End of Days! Só que é mau e passamos mais tempo a lutar contra os controlos e as várias mecânicas do que a desfrutar do jogo e, caramba, que há momentos de caos muito bons e a banda sonora durante algumas sequências é só divinal – trocadilho super intencional. Se este jogo tivesse outro remake e mais melhorias, era menino para cair à terceira.

Como desisti deste jogo e tinha mais um da série na colecção, foi o vai ou racha para me livrar deles.
Surpresa: Alone in the Dark: The New Nightmare foi fantástico!, mas também mais tradicional e na onda dos jogos de terror na época, com ângulos fixos, controlos tanques e duas personagens para vermos a história toda: o homem virado para o combate e a mulher dotada para os puzzles.
O jogo decorre em Shadow Island (uhhh) e vive o cliché das construções em antigos cemitérios índios, com um cientista ocultista a fazer experiências em criaturas da escuridão – ou das sombras! E a melhor mecânica parte daqui: como as criaturas abominam a luz, teremos de usar a nossa lanterna para as repelir ou acender a luz das divisões para desaparecerem. A luz também tem outras utilidades na resolução de puzzles e na exploração.
Estão a ver os jogos antigos, em que os itens brilhavam para os podermos identificar? Aqui, apenas brilham se passarmos com a lanterna, o que confere um certo realismo ao ambiente e que pune os apressados ou mais distraídos.
Nota: foi o meu primeiro jogo de Dreamcast de sempre!

Irei ficar com este, mas o outro será para dizer adeus.

E pronto, foi este o mês de Outubro, mas voltamos para o ano se deus nosso senhor deixar ou se o Canelo não correr comigo. Tenho mais jogos de terror em backlog, como o Code Veronica, Siren, Fatal Frames, Obscure, The Suffering, entre outros. Vendo bem: tenho material para uns bons anos! E voltamos à programação normal muito em breve.

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