Na Minha Cama Com… #4

Caramba que a vida real tomou conta disto e lá me esqueci do rascunho da quarta parte do Na Minha Cama Com..., agora com mais novidades tecnológicas! Até lá, vamos retroceder alguns meses com um sentido pedido de desculpa…

Então, limpei alguns títulos do meu backlog e sem nenhuma derrota até ver!
O primeiro foi o Heavy Rain, da Quantic Dream, que seguiu a tendência de começar bem para saltar uma piscina com tubarões esfaimados. Desta vez, não tive pulgas gigantes, mas momentos embaraçosos e revelações sacadas de um certo sítio – e como joguei com a dobragem portuguesa para ouvir um Victor Norte asmático, foi tudo mel.

Heavy Rain tem o que mais adoro nas estações a chegar: cenários escuros, pesados e chuvosos e assassinos de criancinhas em série. Seguimos os fios narrativos de quatro protagonistas – o do pai disposto a tudo para recuperar o filho; o da jornalista com péssimo gosto em homens; o do Victor Norte e do detective que veio do futuro com ansiedade. No papel destas personagens, vamos tomar decisões que nos empurram para as revelações finais ou para praticar o amor de forma desajeitada.
Já conhecia os memes do Jason!, mas também tive direito a um bug do Jason a flutuar no tecto do Centro Comercial! E também tive um jogo engraçado que conseguiu melhorar a prequela. Tendo jogado o Beyond: Two Souls, também consigo reconhecer a evolução deste e até ao meu favorito: o Detroit: Become Human. A mão do David Cage, especialmente no que toca ao retratar personagens femininas, continua problemática e embaraçosa. Apesar de estar a par das polémicas do estúdio, não posso deixar de estar curioso com o eventual Star Wars Eclipse… Se alguma vez sair.
Adoro este género de filmes interactivos para desenjoar dos RPG, mas terei de pensar bem se o mantenho na colecção porque não me vejo a repetir. Já o Detroit foi até platinar. Ou será que ainda me falta um troféu?

Terminei a minha jornada pelos Trails of Cold Steel – anos depois, duas consolas diferentes e com algumas análises oficiais publicadas. O arco de Rean e amigos é apenas uma fatia de uma série enorme que requer investimento e paciência, tanto financeiro como de tempo, mas que vale tanto a pena porque as bases do mundo, o desenvolvimento das personagens e toda a mitologia são de uma qualidade fantástica, mas que não se livra de alguns problemas de ritmo e dos clichés dos animes.
Sendo um terceiro arco numa série já extensa e com um final a rivalizar os filmes dos Avenger, onde os elencos de todos os jogos se reúnem, é normal haver alguma confusão, mas também uma vontade enorme de explorar o resto dos jogos que vão saindo lentamente nas novas consolas. Não me senti perdido ou menos divertido, é apenas um inconveniente enquanto espero pelos futuros lançamentos na Switch e já tenho ali o Trails from Zero!
E, sim: joguei na Switch, a minha consola predilecta para longos RPG pela sua portabilidade e acessibilidade. Acho que os aguentei melhor por isso mesmo, por poder fechar quando quisesse, gravar em qualquer lugar, acelerar o jogo ou reduzir a dificuldade. Trails respeita mesmo o nosso tempo.

Cyberpunk 2077, o patinho feio da indústria. Ou um dos patinhos feios da indústria. Vocês sabem. Eu sei. Não vamos mais bater no ceguinho.
Joguei mesmo naquela de vamos despachar este e se for mau, vai ser vendido, mas com gigabytes de atualizações e correções em cima, eu não despachei foi nada. Cheguei a um ponto em que não queria terminar o jogo para passar o máximo de tempo possível em Night City a tirar fotos.

Comecei do início, criei a minha V e dediquei-me apenas às missões principais e secundárias com história; todo o entulho dos mundos abertos bem que ficou por abrir. Ainda tenho alguns problemas com o jogo, como a introdução apressada que não nos dá tempo com o Jackie para sentir a falta dele e não fiquei bem fã da voz e da prestação do Keanu como Johnny. De resto, houve momentos de pura beleza e humildade num jogo megalómano, pedaços narrativos que me remeteram ao silêncio e personagens que tive pena de não serem reais.
Cyberpunk 2077 é um jogo estranho que sofreu com péssimas decisões de gestão, mas que compensou ter esperado dois anos para jogar e isso diz muita coisa acerca da indústria. Também acabei o anime Cyberpunk: EDGERUNNERS há algumas noites e que vontade me deu para voltar, mas quero deixar a minha experiência imaculada com a Judy, com a Panam e com uma nova família a olhar para o horizonte com o pouco tempo que me resta.
Anunciaram uma expansão, mas desta vez vou esperar um bom bocado até investir o meu dinheiro. Não me faltam jogos, mas fool me once…

Até já!

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