Na Minha Cama Com…

Oh, olá! Parece que estamos de volta! Admito que já andava a magicar isto desde há algum tempo; já tinha brincado com a ideia na minha cabeça, mas os dias foram passando, os jogos também e a falta de motivação imperava, até que… chegou a hora de mudar os lençóis à cama e de ressuscitar uma das rubricas que mais gozo me deu nos últimos anos, a Na Minha Cama Com Ela, mas sem o Ela. O Ela, sendo a Switch.
O Na Minha Cama Com Ela original surgiu quando estava de baixa e acamado depois de uma operação. Sem muito movimento e apenas com a minha fiel Nintendo Switch, quis escrever sobre o que ia jogando ou desbastando do backlog. Eram análises, não eram análises; eram piadolas e trocadilhos com o título de uma das músicas mais lindas do nosso cancioneiro, não sabia. Sabia que, ao menos, ia escrevendo!

Depois, saí de baixa e passei a escrever já num registo de “análise profissional”. Embora me tenha motivado a continuar pelo backlog sem distracções, a coisa tornou-se cansativa se acabasse, vá, dois jogos por semana e tivesse de os analisar. Concluí que estava a transformar a piada da coisa em trabalho: o jogar e o escrever. Seguiu-se a desmotivação até agora. E outra: acabava por me forçar a escrever sobre os jogos que terminava, e não sobre aqueles que atirava para o lixo – não atirava jogos para o lixo, vá lá, gente… Mais as outras análises, oh my!

Então, tive esta ideia! Na Minha Cama Com… os jogos que estou, vou e fui jogando; jogos terminados, jogos abandonados e em mais consolas; num registo rápido, leve e divertido. E quando me real apetecer, até porque quero continuar a escrever análises mais completas e com o mesmo nível de qualidade de antes – se é que a tinha, ah!
Vamos abrir pelos jogos que dei um literal rage quit:


No More Heroes – se forem fãs das aventuras de Travis Touchdown, peço que me desculpem. Não joguei na Wii, não joguei as remasterizações, portanto estava entusiasmado por começar a série na Switch, só que achei o primeiro jogo tão secante que fiquei mesmo por aí. É estranho, porque os visuais e toda a estética, a escrita e até o combate me deixaram com um sorriso maroto; até o masturbar para carregar o sabre (no jogo, não na vida real!) me fizeram rir. Depois, o jogo começa… e os intervalos entre os bizarros vilões são a pura definição de seca, uma vez que para acedermos a esses contratos, temos de ganhar dinheiro e o montante vai aumentando a cada nível. Para tal, temos de aceitar tarefas/fetch quests aborrecidas. Só me apetecia chorar.

Entendo e reconheço que exista ali uma mensagem, uma metáfora entre aqueles momentos de insanidade desenfreada a contrastar com a monotonia da vida, mas quando os jogos sabem a trabalho, cheiram a trabalho, é porque são trabalho e já tenho um que me paga.
Após uma nova e melhor pesquisa, vi que a coisa não ia melhorar nas sequelas. Parei mesmo ali e lamentei não conseguir colocar o Travis no pódio dos assassinos. Mea culpa…

A ver bem: consigo comparar este No More Heroes a um Deadly Premonition – boas ideias, uma estética interessante e arrisco numa boa história, mas com más execuções. Bastou-me jogar o primeiro de cada para decidir que não eram séries para mim. E tudo está bem, é para o lado que o mundo dorme melhor.

SaGa SCARLET GRACE: AMBITIONS – não tenho muitos padrões no que toca aos JRPG. Se não conheço, não conheço. Se conheço, provavelmente joguei ou vou jogar, e são raros os que não gostei. Meti os Atelier na borda do prato por não gostar das mecânicas e do contexto, tudo bem. E não gostei nada deste SaGa por uma razão bastante pessoal: não gostei da apresentação e achei o jogo feio e vazio. E tive tanta pena quando adorei o Romancing SaGa 2

Assim que liguei o jogo, percebi que algo de errado não estava certo. O design das personagens, bem, era estranho. Quão estranho? Era como se uma visual novel delicodoce tivesse tido um filho com o pior dos jogos para telemóvel.
E o resto? O resto comia-se: o mundo lembrava um livro com ilustrações que saltavam das páginas; podíamos tomar decisões para influenciar partes da história e tínhamos várias personagens com os seus rumos. E o combate por turnos até que era interessante, mas permeava um sabor acre… Não conseguia levar o jogo a sério.

Desisti mais pelos visuais, porque tenho uma regra pessoal: se vou investir tempo (ou dinheiro) em algo, é bom que goste de olhar para ele. Por essa razão é que evito espelhos… Isto não dita a qualidade do jogo, atenção. Se gostarem, ignorem-me!
Ainda tenho ali o Romancing SaGa 3 e o SaGa Frontier Remastered no backlog. Torço pelo melhor! Outro mea culpa.

Também comecei o CrossCode, mas não consigo escrever uma opinião informada e honesta. Enquanto apreciei a estética e o início da história, não fiquei fã do combate. No entanto, é dos poucos que dou o benefício da dúvida e não vendi para o guardar para outra altura da minha vida. Se mantiver a opinião, então será vendido. Sim, eu vendo os jogos que não gosto. Depois compro outros que gosto! Não me têm lido? Eu compro por impulso porque tenho problemas. Graves…

No outro lado fresco da almofada, também peguei em jogos fantásticos!
O Super Mario 3D World + Bowser’s Fury era mesmo aquilo que estava a precisar – um jogo leve, despreocupado e bastante colorido para terminar as minhas noites. E podia jogar como gato! Sozinho ou acompanhado, senti-o bastante acessível, mesmo com a minha azelhice. E têm um ligeiro modo de invencibilidade se estiverem aflitos. Seguiu-se o Bowser’s Fury que adorei!, desde os puzzles às incríveis transformações e combate. O único ponto negativo vai para a repetição e pelo aumento gradual de cat shines para conseguirmos o verdadeiro final. Lembrou-me o grind do No More Heroes e isso não foi bom. Gostava que expandissem este jogo, mas sem a obrigatoriedade dos colecionáveis para avançar.

Sobre o Kirby and the Forgotten Land, têm o vídeo do Canelo. Mas sim, adorei! O Kirby é só das minhas segundas personagens favoritas e este jogo foi uma delícia do início ao fim, deu para repetir e rapar o prato com o resto do pão.
O jogo tem um crescendo bonito, começando como o típico jogo de plataformas, com ligeiros elementos de RPG e diferentes estilos de jogabilidade, consoante as transformações. Intercala com desafios viciantes e leva-nos para um final deslumbrante que me fez sorrir de orelha a orelha. Isto tudo, numa cama de qualidade técnica e uma banda sonora incríveis.

O último grande: Elden Ring e ainda bem que não analisei este jogo ou iria odiar a minha existência. Demorei uns quê?, dois meses a acabar? Por mim, seria para continuar nas calmas.
Há muito que não fazia quase-directas a jogar e só me ia deitar porque a razão assim o pedia ou porque já estava sem reflexos na Malenia. Às vezes, nem estava a fazer nada, só a explorar. O que é doentio porque eu não sou nada fã de mundos abertos, mas havia qualquer coisa no jogo que me puxava ao só mais uma masmorra, deixa-me ver o que está ali. E era sempre recompensado com alguma coisa!

Também é verdade que o jogo tem a sua mão cheia de problemas. Problemas que os fãs ferrenhos querem ignorar ou que já foram discutidos nas redes sociais. O que me continua a fazer impressão nos Souls e aqui, é que eu não deveria ser obrigado a ver guias para continuar uma sidequest de uma personagem secundária… E se me dizem que é a essência do estúdio, então encolho os ombros e continuo com a minha app criada por fãs para ver onde estão os NPC. À conta disto, ficou-me a faltar três achievements: um de ter as armas todas e dois finais. Irei lá voltar em breve. Podem bem ter a certeza disso! Para um jogo “fraco” em história, mas fortíssimo em lore, gostei do desenvolvimento daquela mitologia, famílias, conflitos e propósitos. Posso estar errado, mas aqui nota-se bastante o dedo de GRRM quando podia estar a acabar Game of Thrones, mas ei, não me estou a queixar (muito)!

E prontes: está escrito o “primeiro episódio” de Na Minha Com…
Agora estou a terminar o Cold Steel IV e a jogar Persona 5 Royal pela primeira vez. Dois JRPG brutos porque não tenho amor próprio. Depois falamos!
Um muito obrigado ao David pelo header e ao João por não me ter mandado calar!

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