Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order | BACKLOG

A minha próxima aventura também foi uma compra de impulso, mas muito motivada pelo hype da Marvel de 2019. Tinha estreado o Endgame, um crescendo de filmes que terminou num conflito épico que me fez ir ao cinema duas vezes e chorar nessas duas vezes. Não sou leitor de banda desenhada, tudo o que sei vem dos filmes, das séries e de alguns jogos – mesmo dos maus e, para mal dos meus pecados, vivo para isto!
Admito que me meti a jeito por pegar num jogo de filme; filme de jogo, mas estava tão no mood que queria prolongá-lo para viver mais aventuras com alguns dos meus heróis favoritos e este Ultimate Alliance 3 estava ali à mão de semear.

Nunca joguei os anteriores, portanto não sabia bem ao que ia em termos de jogabilidade, apenas que seria um festival de fan service + pancadaria gratuita. Um pouco como os musou/warriors, também eles leves em estória, e fiquei agradavelmente surpreendido por não ter ficado longe da verdade. E agora, também posso dizer que têm uma boa dose de dungeon crawling cooperativo. Se não tiverem amigos, podem perfeitamente jogar com a IA e seja o que Odin quiser.
Mesmo sendo parco e nada original, existe um enredo a ligar as séries e a apresentar as personagens; não antecede nem continua os filmes, mas decorre em paralelo (ou no Multiverso), apenas recorrendo a alguns elementos narrativos conhecidos, como as Pedras do Infinito. Portanto, sim, estamos novamente em perigo!
O Thanos enviou a sua Black Order, que agora tem mais destaque, para recuperar as pedras, mas graças aos Guardiões da Galáxia, as mesmas foram separadas algures no planeta Terra, claro… Se soa a desculpa para introduzir e expandir o elenco, é de propósito, mas funciona!, porque ora estamos com os Guardiões, ora estamos com o Spider-Man a lutar contra os Sinister Six. Depois, entram os Defenders da Netflix, passamos para os X-Men + personagens das expansões e ainda há tempo para atravessarmos dimensões e reinos.
O ritmo é mesmo frenético, não há pausas para contemplar o que raio se está a passar. Por um lado, há aquela urgência em salvar o universo, por outro, não é um jogo que viva pela sua estória.

Mas!, sendo leigo da Marvel, só posso agradecer pelos segundos de contexto que me deram a conhecer personagens novas – destaco a Elsa Bloodstone e os Inhumans (não tiveram uma série cancelada logo no primeiro episódio? Eh!).
Fora isto, o resto do tempo é passado a percorrer corredores, resolver alguns puzzles, explorar cantos por tesouros e desafios e a combater. E fazemos tudo isso a controlar as nossas personagens favoritas ou aquelas que ainda não tiveram um (bom) tratamento no grande ecrã. Posso dizer que nunca tirei a Scarlet Witch e o Black Panther da equipa, enquanto ia rodando as outras vagas para apostar numa boa sinergia entre heróis e ganhar aqueles bónus por ter uma equipa toda feminina ou só de X-Men ou só de Guardiões ou só de aranhas e por aí. Ah, o Deadpool também anda por lá.
O importante aqui é mesmo irem ao encontro dos vossos gostos, mas também formar uma equipa que se complemente, combinando membros robustos, ou rápidos, no ataque com alguém que se safe bem à distância ou consiga recuperar energia.

O combate é básico: ataque leve e ataque forte; desviar e bloquear; atalhos para habilidades de herói e outro atalho para as mesmas habilidades com as personagens compatíveis. Por último, os ataques especiais para limpar a área. Nada por aí além, mas evitem jogar apenas na ofensiva porque o jogo vai ter picos de dificuldade parvos que vos vão obrigar a repensar estratégias ou a rezar.
O outro lado da moeda é a componente RPG, na medida em que vamos ter muito para evoluir. Não só os níveis das personagens, como os atributos individuais e de equipa. Melhoramos os ataques com os pontos que ganhamos ao subir de nível ou através dos consumíveis que descobrimos, úteis para dar uma chance àquela personagem que ficou por utilizar ou que chegou tarde à equipa. Também podemos equipar os cristais ISO-8 para reforçar outros parâmetros e, consequentemente, melhorá-los no laboratório. E é nesse laboratório que também temos acesso a vários hexágonos que podemos desbravar para, sim, melhorar a equipa – energia, saúde etc.

E é isso, Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order é um jogo bem vistoso! Bate alguns que analisei recentemente em termos de gráficos e desempenho, mesmo nas secções mais caóticas. As personagens aproximam-se bastante das comics, mas algumas mantêm os traços dos congéneres do cinema.
Só não fiquei fã da banda sonora porque dubstep e eu é coisa que não combina, mas não pode ser tudo perfeito, vá.
No final do dia, a quem se destina este jogo? Aos fãs de Marvel? Aos fãs de musou/dungeon crawling? É um jogo estranho, e de nicho, que saiu na altura perfeita dos filmes, mas que rapidamente desapareceu por estar preso a uma só consola, mesmo que seja a consola mais vendida. É um jogo que: é bonito; corre bem; diverte a solo ou acompanhado e que merecia mais… Agora, o quê? Não consigo responder, mas sei que não há falta de jogos de Marvel porque os filmes e séries dificilmente vão sair da atenção do público mais casual.

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