10 jogos da PS2 que merecem estar na PS4

Gitaroo Man

Não estou à espera que compreendam, mas Gitaroo Man é um docinho no meio de tanta banalidade. Experimentei o jogo já no final da geração, mas não me arrependo. Pedi aos deuses dos videojogos um jogo de ritmo estranho e totalmente louco, e foi isso que eles me deram, descendo dos céus cibernéticos com o seu novo Apóstolo. Explicar Gitaroo Man é estragar a surpresa, mas imaginem um mundo onde não existe Guitar Hero ou Rock Band e todos os jogos de ritmo têm personalidade e um conceito fora do comum. Se gostam de Frequency e de Amplitude, mas adoram o estilo de Parappa the Rappa e UmJammer Lammy, Gitaroo Man pode ser considerado como uma espécie de meio termo – e é todo ele uma delicia.

Breath of Fire V: Dragon Quarter

Tenho um enorme fascínio por este jogo e é difícil de o explicar. Considerado como a ovelha negra da série Breath of Fire, Dragon Quarter é um ponto de viragem que acabou por assinalar o fim de uma das franquias mais antigas da Capcom – e com toda a razão. Ao contrário dos jogos anteriores, Dragon Quarter apostou numa estrutura próxima dos roguelikes aos criar uma campanha que deve ser repetida várias vezes para conseguirmos chegar ao seu final. “Griding” é a palavra-chave para este  RPG que decidiu voar demasiado próximo do Sol. Mas eu continuo a ser atraído pela última aventura de Ryu e Nina, e adorava voltar a experiência-la na sua totalidade. Sinto que perdi uma história que merece ser ouvida e mecânicas que ficaram por compreender. Se calhar era demasiado novo quando o joguei em 2004; e talvez agora esteja a ser movido pelo saudosismo, mas se Dragon Quarter aparecer na PS Store, eu vou ser o primeiro a comprá-lo.

Manhunt

Vocês dizem Grand Theft Auto, eu digo Manhunt – temos opiniões diferentes, mas estamos todos a jogar pela mesma equipa; é justo. Se seguem o Glitch, sabem que eu não sou fã dos títulos em mundo aberto; respeito, claro, mas acabo por considerar a experiência mais díspar e cansativa. Por isso, se me apontassem uma arma à cabeça e me perguntassem que jogo da Rockstar gostaria de ver na PS4, a minha resposta seria sempre Manhunt. E não o escolho porque sou demente ou uma pessoa com mau gosto (bem, isto já é discutível…), mas sim porque me recordo de uma campanha perturbadora, mas bem escrita, e de níveis bem pensados, ainda que com alguns problemas de I.A. e falta de variedade. Mas no geral, Manhunt é uma excelente experiência que deve ganhar nova vida na PS4 e encontrar um novo público para chocar.

Shin Megami Tensei III: Nocturne (Lucifer’s Call)

Ainda me lembro dos tempos em que escolhia os jogos pelas capas e pelas pequenas informações que encontrava nas revistas da época. Foi assim que comprei o primeiro Shadow Hearts e foi o mesmo método que me fez encontrar a série Shin Megami Tensei. Nocturne, ou Lucifer’s Call (como é conhecido na Europa), é um dos RPG mais hipnotizantes que já joguei e um dos maiores desafios que encontrei dentro do género . Saído da série Final Fantasy, Nocturne massacrou-se com o seu sistema de combate e com o seu mundo desolado, mas fez de mim um melhor jogador. Depois de ter terminado Digital Devil Saga e estar agora a avançar em Shin Megami Tensei IV, este na 3DS, sinto que devo regressar ao terceiro título da série e tentar novamente a minha sorte. Num jogo que começamos com a destruição do nosso mundo, só existe um caminho a seguir – e acreditem que não é a vosso favor, mas podem ter a certeza que vão adorar.

Killer 7

Suda 51 é possivelmente o produtor de videojogos que eu mais gostava de conhecer pessoalmente. Kojima pode ser um dos meus favoritos, mas nada deve bater uma conversa com o tipo que nos trouxe Killer 7 e No More Heroes. O surrealismo fascina-me, faz parte da minha vida em vários pontos, desde a escrita até ao cinema e a arte, e Killer 7 foi uma porta de entrada para um mundo que desconhecia nos videojogos. E como explicá-lo? Bem, trata-se de um jogo de ação que mistura exploração e sequências na primeira pessoa com uma estrutura típica de um shooter on rails. No meio desta mistura explosiva temos uma história de suspense e terror que é capaz de deixar o David Lynch corado. E eu quero isto na minha PS4. E já.

Poderia fazer facilmente uma lista com mais 10 jogos, mas é impossível. Bem, não é impossível, mas seria uma seca para vocês. De certeza que vão encontrar listas semelhantes à minha, mas quis dar-lhe um ponto de vista diferente e focar-me em jogos que acabam por passar despercebidos.

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